Nasceu na França em 2 de maio
1806, nona filha de 11 irmãos. Um dia teve uma visão de São Vicente de Paulo
que disse a ela que Deus queria que ela trabalhasse com os doentes, e assim ela
aos 23 anos entrou na Ordem da Irmãs de Caridade de São Vicente de Paula, e em
1839 se lhe apareceu a Virgem que a convidou a difundir uma medalha conhecida
como a "medalha milagrosa"( Virgem da Medalha Milagrosa ou Nossa
Senhora das Graças) junto com a frase " Oh Maria concebida sem pecado,
rogai por nós que recorremos a vós ".
Na tarde de sábado, dia 27 de
novembro de 1830, véspera do 1° Domingo do
Advento, em Paris, na capela das Irmãs de Caridade de São Vicente de Paula, a
noviça Irmã Catarina Labouré, teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem
Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro
globo menor, sobre o qual aparecia uma pequena cruz de ouro. Dos dedos das suas
mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios
luminosos em todas as direções, e num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia
o globo ao Senhor.
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa
"A Virgem Santíssima - disse Irmã Catarina - baixou para mim os
olhos e me disse no íntimo de meu coração: "Este globo que vês representa
o mundo inteiro (...) e cada pessoa em particular... Eis o símbolo das graças
que derramo sobre as pessoas que as pedem". Desapareceu, então, o globo
que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças,
inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima
Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que
cercavam a mesma Senhora: Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE
RECORREMOS A VÓS. Ouvi, então, uma voz que me dizia: "Faça cunhar uma
medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes
graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes,
especialmente para aqueles que a usarem com confiança". Nossa Senhora da
Medalha Milagrosa. Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M,
monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo do
M, os dois Corações, de Jesus e de Maria; o de Jesus, com uma coroa de espinhos
e o de Maria atravessado por uma espada; contornava o quadro uma coroa de doze
estrelas.
Irmã Catarina disse ainda que a Santíssima Virgem calcava aos pés uma
serpente, alusão clara à palavra de Deus a Eva, depois do pecado: "Porei
inimizade entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a dela. Ela te
esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3,15) A mesma visão se
repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa
Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a
invocação já referida a envolvê-la. O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou
a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os
efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de "Medalha
Milagrosa", ou "Medalha de Nossa Senhora das Graças". A
conclusão do inquérito foi a seguinte: "A rápida propagação, o grande
número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças
singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das
aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha". A
primeira medalha foi entregue à Irmã Catarina. Em 1836, o gravador já havia
cunhado mais de 2 milhões de peças.
Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santa_catarina_de_laboure.htm
